AE Profissionais 2019 | 6ª Ed.

O Aprender a Educar surge com o intuito de apoiar a prática profissional de uma diversidade de técnicos de intervenção social a atuar, maioritariamente, com populações vulneráveis. Cada uma das sessões deste programa aborda questões críticas com que se debatem estes profissionais, e tem por objetivo aprofundar a reflexão em torno das melhores práticas na resposta aos desafios do seu papel profissional.

As sessões decorrem às quartas-feiras das 18h00 às 20h00 na Universidade Católica Portuguesa - campus Foz.

 

  20 FEV | Crianças e jovens em risco: Ingredientes para cuidados sensíveis ao trauma

13 MAR | Mindfulness para profissionais: Cuidar de quem cuida.

 03 ABR | Utilização de psicofármacos no plano terapêutico de crianças e jovens

  24 ABR | Educar para os Direitos Humanos

  15 MAI | Vínculos para Crescer: desafios e oportunidades às relações de vinculação em acolhimento

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Crianças e jovens em risco: Ingredientes para cuidados sensíveis ao trauma

20 fevereiro 2019 | EC014

Com Elisa Veiga

As trajetórias das crianças e jovens acolhidos pelo sistema de promoção e proteção em Portugal apresentam muito frequentemente exposição a experiências adversas relacionadas com o abuso e a negligência.  A cronicidade destas experiências potencia o desenvolvimento de stress pós traumático e em alguns casos o trauma complexo. Quais os ingredientes fundamentais para uma abordagem que, envolvendo os profissionais e as organizações,  contribua para serviços informados pelo trauma e sensíveis à situação de vulnerabilidade destas crianças e jovens? Esta será a questão central a ser respondida nesta sessão.

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Mindfulness para profissionais: Cuidar de quem cuida

13 março 2019 | EC013

Com Filipa Soares

A satisfação do trabalho na área social pode ser enorme: a oportunidade diária de estar presente, apoiar, de poder fazer a diferença na vida de tantas pessoas pode contribuir de forma inequívoca para a satisfação pessoal e profissional dos técnicos que muitas vezes vivem a sua profissão como um propósito de vida.

Ao mesmo tempo, os desafios e o desgaste inerentes ao trabalho diário com pessoas em situação de vulnerabilidade, em estruturas que nem sempre proporcionam aos seus técnicos as condições de estabilidade e saúde mental necessárias a quem cuida, estão na base de stress, ansiedade e burn-out. Encontrar formas de cuidarmos de quem cuida, mantendo a sua saúde, bem-estar é determinante para a qualidade do apoio que prestamos aos outros.

Nesta sessão vamos experimentar práticas de mindfulness, perceber o seu contributo ao nível da redução de stress e promoção de bem-estar e refletir como podemos integrar o mindfulness na nossa vida profissional.

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Utilização de psicofármacos no plano terapêutico de crianças e jovens

03 abril 2019 | EC013

Com João Guerra

A utilização dos psicofármacos é revestida de diversas questões. Frequentemente é alvo de repulsa, mas outras vezes depósito de expectativas irrealistas acerca dos seus resultados. Essa utilização deverá ser sempre uma parte de um plano terapêutico mais abrangente e tem indicações precisas. Em crianças e jovens menores de 18 anos, o uso de psicofármacos tem alguns aspectos particulares e habitualmente o tratamento é sintomático na maioria das doenças psiquiátricas. Além dos diferentes grupos farmacológicos, suas indicações, contra-indicações e efeitos laterais mais frequentes, é muito importante ter noção de aspectos práticos relacionados com a adesão ou má adesão a um tratamento farmacológico. Estas são algumas questões em debate nesta sessão.

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Educar para os Direitos Humanos

24 abril 2019 | EC013

Com Filipe Martins

Há 70 anos a Assembleia Geral das Nações Unidas proclamou a Declaração Universal dos Direitos Humanos, consagrando o dever de todas as pessoas e de todos os povos respeitarem a dignidade e o valor da pessoa humana e a igualdade de direitos dos homens e das mulheres. Sete décadas após a sua criação, apesar de todos os progressos alcançados, esta Declaração permanece um referencial ético incontornável face à persistência da violência, da injustiça, da discriminação e do sofrimento humano nas sociedades contemporâneas. Continua a ser urgente, talvez mais do que nunca, sensibilizar e educar para os Direitos Humanos, para que estes se relembrem, se atualizem e se possam concretizar de facto.
Os e as profissionais de intervenção social podem fazer uma grande diferença na denúncia da injustiça e na luta pela real concretização dos Direitos Humanos. São profissionais que, de forma mais ou menos consciente e intencional, educam aqueles que os rodeiam através das suas palavras, escolhas e ações. Nesta sessão vamos refletir sobre o potencial “educador” que reside em cada profissional de intervenção social a favor da defesa e do reforço dos Direitos Humanos. Os tópicos a explorar serão estruturados de acordo com as seguintes questões: Em que contextos podemos educar para os Direitos Humanos? E com que objetivos? Quais as abordagens educativas mais eficazes para promover os Direitos Humanos junto daqueles com quem trabalhamos? Que características e competências deve ter um/a educador/a para os Direitos Humanos? Com quem podemos juntar esforços para reforçarmos uma cultura de Direitos Humanos?

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Vínculos para Crescer: desafios e oportunidades às relações de vinculação em acolhimento

15 maio 2019 | EC105

Com Mariana Negrão

As relações de qualidade com outros significativos, presentes no dia-a-dia, são um ingrediente fundamental a um desenvolvimento saudável de todas as crianças e jovens. No caso das crianças e jovens acolhidos, existem desafios particulares ao desenvolvimento e manutenção destas relações de qualidade, seja pelas histórias de negligência e mau-trato que fazem parte da sua vida, seja por dimensões inerentes ao funcionamento das instituições. Neste contexto, a teoria e investigação em vinculação são um referencial fundamental para apoiar os profissionais na reflexão sobre particulares desafios e oportunidades que se colocam: Qual a centralidade de um cuidador de referência? Que importância na manutenção da relação com a família de origem? Mesmo os jovens mais velhos conseguem formar novos vínculos? Será uma família pior solução de acolhimento face a uma instituição pela disrupção da relação que implica? Serão algumas das questões levantadas e refletidas neste encontro.

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