Mestrado em Ciências da Educação

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Depoimentos: 

Os Saberes que Marcam o Lugar

Há uma dezena de anos que a Universidade Católica Portuguesa intervém na formação avançada em Administração e Organização Escolar, capacitando largas dezenas de diretores e gestores intermédios para um melhor exercício profissional.
As escolas portuguesas têm certamente prestado um serviço de maior qualidade com o contributo mais qualificado dos seus líderes. Compreendendo os desafios de uma escola mais inclusiva sem deixar de ser exigente; liderando de forma inspiradora e transformacional para reduzir os riscos da inércia e da balcanização; otimizando a gestão de espaços, tempos e relações educativas de forma a promover mais aprendizagens; melhorando as relações escola-família para que o diálogo de surdos ceda o lugar à prática de escuta e cooperação.
Os testemunhos de alguns dos nossos mestres em Administração e Organização Escolar são a prova de que o conhecimento não ocupa lugar, mas marca os lugares por onde as pessoas passam.
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Por razões pessoais e profissionais só pude iniciar o Mestrado em Administração e Organização Escolar alguns anos depois do que tinha inicialmente previsto... o que fez aumentar consideravelmente as expectativas e o grau de exigência relativamente ao mesmo.
Ambos foram largamente ultrapassados. Os professores, as temáticas, as leituras, os trabalhos e reflexões realizados e o diálogo entre colegas originaram um tempo de profundo e extenso desenvolvimento profissional (e pessoal!), de revisão de paradigmas, de sínteses organizacionais, de implementação de mudanças.
São facilmente reconhecíveis, na instituição em que trabalho, os efeitos deste tempo.
 
Maria Sousa Soares (Directora Pedagógica - Colégio Nossa Senhora da Paz - Porto)
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O mestrado em Administração e Organização Escolar trouxe-me, para além da satisfação pessoal de um objetivo alcançado, a vontade e a capacidade de olhar e ver a escola com outros olhos. Permitiu-me ver para além do que parece ser e ajudou-me a compreender melhor este universo complexo.
Devo admitir que, até agora, estava acostumada a pensar e sentir a escola apenas na perspetiva da professora, mas tudo mudou. Percebi que há outros modos de ver igualmente legítimos e essa perceção, estou convencida, fará de mim uma melhor profissional.
O que mais me marcou, pela positiva, foi Seminário de Projeto, porque foi principalmente nessa disciplina que encontrei a motivação e a inspiração necessárias para prosseguir com a formação e refletir sobre a organização escolar. (...)
 
Maria José Varanda (Sub-directora da Escola Secundária da Maia - Dez 2010)
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O aumento do conjunto de fatores, que tem vindo a complexificar a ação dos dirigentes escolares suscita, simultaneamente, a necessidade de uma permanente atualização e formação, a fim de responder a renovados desafios no quadro de ação da administração e direção estratégica das escolas. Tal significa que os líderes escolares, aos mais variados níveis das escolas/agrupamento, devem ser capazes procurar novos métodos de ação, baseados num maior conhecimento técnico e científico, pelo que lhe serão exigidas mais e melhores competências de liderança e de gestão.
O questionamento e a reflexão sobre a ação levaram-me a procurar este Mestrado. Acabou por tornar-se uma oportunidade, correspondendo a necessidades e a expectativas iniciais. Ajudou-me a melhor compreender a realidade quotidiana, a acionar velhos e novos conhecimentos de forma mais aperfeiçoada, a definir, de forma sustentada, orientações e a identificar meios para a concretização de projetos, numa perspetiva sistémica, que auxilia a capacitar aqueles que connosco trabalham. Competência e qualidade foram as palavras-chave deste Mestrado. Para além de nos permitir sermos mais competentes no futuro, proporcionou-me a obtenção de chaves de leitura de tendências, identificar e antecipar cenários, para além da vontade de melhoria e aprendizagem permanentes.
 
Álvaro Almeida dos Santos (Director da Escola Dr. Joaquim Gomes Ferreira Alves, Gaia, Presidente do Conselho de Escolas)
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O Mestrado em Administração e Organização Escolar 2004-2006, da UCP - Instituto de Educação do Porto, foi para mim um projeto de "crescimento" como profissional e como ser humano.
Agradeço ainda hoje, aos Professores de Mestrado, pela disponibilidade manifestada e pelos saberes e competências que em mim desenvolveram.
Recordo com emoção, os Colegas de Mestrado, pelo bom relacionamento e pelas aprendizagens partilhadas.
 
Beto Areosa (Director do Agrupamento de Escolas de Torre de Moncorvo)
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A realização do Mestrado em Ciências da Educação, especialização em Administração e Organização Escolar, na UCP Porto, constituiu para mim uma oportunidade de crescimento pessoal e profissional quer pelos conhecimentos adquiridos e pelas competências desenvolvidas, quer pela reflexão de qualidade insuspeita produzida e connosco partilhada, quer, finalmente, pela capacidade que me deu de ver o mundo da educação com outro olhar.

António Oliveira (Assessor da Direcção do Agrupamento de Escolas de Pedrouços)
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Enquanto mestranda em Administração e Organização Escolar sinto que percorri um longo caminho que me foi fornecendo novas formas de perspetivar a realidade escolar.
Comecei a tomar consciência da importância de se conhecer a organização escolar no seu todo para uma melhor contribuição do trabalho prestado. Saber quem somos, o que queremos e para onde vamos enquanto organização escolar, tornou-se condição necessária para a melhoria da qualidade do nosso ensino. Assim, o Projeto Educativo, o Projeto Curricular de Escola, a Avaliação Externa e Interna da Escola começaram, entre outros processos, a ser percecionados por mim como uma mais valia que não pode estar dissociada de um trabalho em articulação, no sentido da otimização da própria instituição de ensino.
O caminho que fui abrindo apresentava-se íngreme, sinuoso, nada convidativo, mas pude contar sempre com as orientações de excelentes profissionais, pelo que nunca perdi a esperança. No final, não há nada comparável à deliciosa sensação que experimentamos, não só pela obra concebida, como também pelas preciosas marcas que ganhámos, que agora fazem parte de nós e das quais devemos dar testemunho.
 
Isabel Nunes Oliveira (Escola Secundária de Vilela)
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Mestrado com uma qualidade superior, orientado por uma excelente equipa docente. Experiência muito enriquecedora e gratificante, um privilegiado por ter recebido a formação nesta área. Estes dois anos passados na Universidade Católica permitiu-me compreender a complexidade da organização escolar e percebê-la através de múltiplos olhares e, por isso, em muito tem contribuído para as funções de liderança que exerço na instituição escolar em que me encontro.
 
Manuel Tavares de Almeida (Colégio de Gaia)
 
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Testemunhos da Especialização em Supervisão Pedagógica e Avaliação de Docentes  
 
O mestrado na área de SPAD foi, do ponto de vista pessoal, uma porta aberta à minha mudança interna. Aprendi que, com dedicação, o esforço despendido acontece naturalmente e o espírito de luta e de conquista se faz presente. Aprendi que também se saboreiam os momentos difíceis e que, na verdade, o ser humano é "um peregrino em busca da verdade".
Do ponto de vista profissional, aprendi a valorizar a minha profissão, na figura do exímio profissional que fez o favor de ser meu orientador.
Sinto-me hoje, como parte integrante do "fazer aprender", que se desoculta dia a dia, nas mais simples vivências do meu quotidiano, como professora. Reconheço a necessidade de, porque esclarecida, esclarecer que, Supervisão Pedagógica implica entrega, autoconhecimento, exigência interna e também boa vontade, no sentido de abrir a mente e o coração ao "outro". Porque supervisionar, não é controlar da mesma forma que, liderar não significa chefiar.
E quando me questiono acerca do sentido do ensinar/aprender, intencionalmente me respondo, que é um privilégio aprender a Ser, em exercício efetivo, ciente de que amanhã vai ser um novo dia, numa nova entrega, SEMPRE. 
 
Marinela Santos Guimarães, Escola Secundária de Castêlo da Maia (16/02/2012) 
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SPAD - minha opção... sem medos 
Quando há três anos as escolas viviam no turbilhão legislativo e escuridão ideológica sobre a avaliação de desempenho, a sala de professores da minha escola sofria o contágio de dois tipos de maleitas: os professores mais novos padeciam de uma grande ansiedade do que podia significar para a sua "quase carreira" ou carreira imberbe, as ameaças que vislumbravam no processo avaliativo, de que tanto se falava mas que quase ninguém compreendia. Os " mais bem situados na carreira" padeciam daquilo que eu chamava "a síndrome do Iogurte" pois a sua forma de reagir, ao que também os assustava, era desatarem a fazer contas ao tempo que ainda precisariam de penar até atingir o seu "prazo de validade" que legitimaria (muitos com grandes penalizações) a sua saída do ensino, pela via da reforma.
Então, eu pensei que quem ensina não pode ser um desistente e encontrei no curso de SPAD uma terceira via: não temer ou fugir da supervisão ou avaliação, antes enfrentá-la com todas as armas que a experiência me deu e que o conhecimento poderia fundamentar e reproduzir.
Voltei à faculdade e aprendi que uma professora aos 50 anos pode rejuvenescer para o ensino. Empolguei-me com as coisas novas, desafiei-me com o que me problematizava. Tornei familiares conceitos de supervisão e avaliação de desempenho até aí estranhos.
Hoje sou uma professora, mais esclarecida e... sem medos. 
 
Ana Paula Silva (Conselho Geral, Agrupamento de Escolas Infante D. Henrique); Fevereiro 2012. 
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A frequência e a conclusão do mestrado na área da Supervisão Pedagógica e Avaliação de Docentes traduziu-se, para mim, na angariação de um saber acrescido com real impacto no desenvolvimento pessoal e desempenho profissional como docente, relatora e coordenadora dos diretores de turma do ensino secundário. (...)
Considero vital a possibilidade que me foi dada de estudar, compreender e analisar o modo como se desenvolve a ação supervisiva, ao nível das estruturas meso, bem como as lógicas de planificação e ação que guiam os atores tendo por referencial os documentos estruturantes da organização escolar - projeto educativo e curricular. A visão ecológica e holística desta ação - de um saber que se pensa e se reflete intercontextualmente - confere-lhe uma dimensão de presente futuro onde todas as estruturas e lideranças (de topo e intermédias) se revêm numa delegação clara e responsável de competências sem a qual não se geram aprendizagens. Foi manifestamente importante estudar, compreender e reconhecer que as organizações escolares encontram na ação supervisiva um mecanismo crucial para a realização de outras "novas" formas de aprendizagem que o decreto não prevê, mas que o projeto educativo contempla. Por último, considero que aprendi a reconhecer como incontornável o facto do conhecimento e da técnica adquirirem a sua máxima expressão na praxis, isto é, quando colocados ao serviço das pessoas e das instituições com o objetivo de as tornar humanamente melhores. A via apresenta-se-nos estreita, mas é por aí que precisamos caminhar. 
 
Ana Sérgio, Escola Secundária Matias Aires, Sintra 
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Viver a docência é, para um professor, pensar-se a si enquanto ator educativo, pensar a escola e refletir no seu trajeto profissional. Foram estes fatores que me conduziram à realização do mestrado em Supervisão Pedagógica e Avaliação Docente.
Ao longo deste projeto foram muitos os momentos de questionamento, de dúvida, de reflexão. Sem estes, nada teria aprendido. Através deles, pude aventurar-me na tentativa de uma maior compreensão do ato e contexto educativo. Sugeriram-me revisitar perspetivas, descobrir novas, ousar ... para melhor fazer aprender. Tornar-me aluna foi, provavelmente, a experiência mais humilde e enriquecedora vivida ao longo destes dois anos. E o regresso a essa condição, que é, tal como a docência, um modo de ser, vejo-a como uma das mais intensas fases do meu percurso profissional. Porque me estimulou. Porque me fez ver. Porque me fez pensar. E, porque me fez (cres)ser.
Num balanço de leituras, de discussões, de reflexões, de aprendizagens partilhadas, a realização do mestrado assinala, sem qualquer dúvida, um tempo rico da minha vida.
 
Ana Luísa Melo (Professora de Filosofia), Escola Secundária de Castêlo da Maia 
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Este Mestrado tornou-se uma mais-valia porque me permitiu desenvolver/aprofundar competências e conhecimentos na área da Supervisão Pedagógica e Avaliação de Docentes e permitiu exercer com mais eficiência as funções desempenhadas na escola. Também contribuiu para uma atualização de teorias e confronto de ideias e, consequentemente, ter elasticidade mental para ultrapassar os handicaps inerentes aos desafios impostos às escolas.
Em termos de investigação permitiu-me estar mais atenta aos contextos que me rodeiam e refletir sobre as práticas mobilizando conhecimentos adquiridos em todo o processo.
Todos estes saberes, sedimentados no "aprender a aprender", concorreram para o meu processo de crescimento e melhoria pessoal e profissional. 
 
Olinda Bento 
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A minha frequência do Mestrado em Ciências da Educação na Universidade Católica do Porto pode traduzir-se numa palavra: APRENDIZAGEM. 
A relação próxima que os Professores têm com a realidade escolar permite-nos uma aprendizagem focada no essencial. Destaco, também, a disponibilidade, a simpatia e a compreensão dos Professores.
Apenas gostaria de ter tido mais aulas. Soube a pouco!
 
Sónia Soares Lopes (Professora de Matemática do 3º ciclo), Agrupamento Dr. Carlos Pinto Ferreira, Vila do Conde (maio 2016)
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Repetiria se necessário fosse! À medida que o tempo passava mais certeza tinha que a escolha pela FEP fora a mais acertada!
Recebemos desde a primeira aula um: Apoio incondicional
Privámos com: Professores de excelência
Usufruímos de um: acesso facilitado à informação e à pesquisa, de formação paralela (congressos, seminários, palestras...) e da possibilidade única de integrar o Seminário Internacional com uma comunicação.
Nunca me senti sozinha neste percurso. Senti-me muito confortável, acompanhada e reconhecida. Fiz amigos que certamente levarei comigo para o futuro.
 
Cláudia Gomes, Adjunta da Diretora do Agrupamento de Escolas de Constância (maio 2016)
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Ao iniciar o Mestrado em Ciências da Educação, tencionava aperfeiçoar conhecimentos e consequentemente, melhorar o meu desempenho enquanto professora e coordenadora. Ao longo do curso, apercebi-me que as expetativas estavam a ser superadas! Depois de cada aula, de cada conversa com os professores, atribuí um maior sentido à escola e ao trabalho diário com os alunos.
Neste percurso tão enriquecedor, destaco o acolhimento dos professores, a compreensão, o apoio e acima de tudo o constante reforço positivo. 
 
Márcia Leal, Professora e Coordenadora do 1º Ciclo, Externato de São José - Lisboa (maio 2016)